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Dr. Yoann Pérès


Muitos homens convivem anos com sintomas urinários sem saber exatamente quando chega a hora de considerar uma cirurgia da próstata.

No começo, os remédios costumam ajudar. O fluxo melhora, a frequência urinária diminui e a vida segue normalmente.

Mas chega um momento em que o paciente percebe que algo mudou: acorda várias vezes à noite, precisa fazer força para urinar ou sente que nunca esvazia completamente a bexiga.

E é justamente nessa fase que surge a dúvida: será que já está na hora de operar?


A próstata aumentada, conhecida como hiperplasia prostática benigna, é extremamente comum após os 40 ou 50 anos.

Nem todos os casos precisam de tratamento cirúrgico. Muitos pacientes conseguem controle adequado apenas com medicações e acompanhamento regular.

A decisão pela cirurgia depende principalmente do impacto dos sintomas na qualidade de vida.


Alguns sinais indicam que o tratamento clínico pode não estar mais sendo suficiente:

  • fluxo urinário cada vez mais fraco
  • necessidade de urinar várias vezes à noite
  • esforço para começar a urinar
  • sensação de bexiga sempre cheia
  • urgência urinária frequente
  • infecções urinárias recorrentes
  • retenção urinária (dificuldade importante para urinar).

Quando esses sintomas começam a limitar o dia a dia, é comum que a cirurgia passe a ser uma opção mais eficaz.


Muitos pacientes permanecem anos usando medicamentos para próstata.

Eles ajudam, mas nem sempre conseguem impedir a progressão do aumento prostático.

Com o tempo, pode acontecer:

  • piora gradual dos sintomas
  • necessidade de aumentar doses
  • efeitos colaterais que incomodam
  • sensação de que o resultado já não é o mesmo.

Muitos pacientes permanecem anos usando medicamentos antes de considerar uma cirurgia. Entenda melhor quando o tratamento clínico deixa de funcionar.

Nesse cenário, a cirurgia costuma oferecer melhora mais significativa e duradoura.


Não.

O tamanho da próstata é importante, mas não é o único critério.

Existem pacientes com próstatas relativamente pequenas e sintomas intensos, enquanto outros têm próstatas grandes e poucos incômodos.

Por isso, a decisão deve sempre considerar:

  • sintomas
  • exames
  • impacto na qualidade de vida
  • expectativas do paciente.

Situação clínicaTratamento costuma ser
Sintomas leves e controladosObservação ou medicamentos
Remédio ainda controla bem os sintomasTratamento clínico
Fluxo urinário piorando progressivamenteAvaliação cirúrgica
Retenção urináriaCirurgia frequentemente indicada
Infecções urinárias repetidasConsiderar cirurgia
Cálculos na bexiga por obstruçãoCirurgia indicada
Falha do tratamento medicamentosoAvaliação de HoLEP, Rezum ou RTU

Hoje existem diferentes opções, e a escolha depende do perfil de cada caso.

Entre elas:

O mais importante é entender que não existe uma única cirurgia ideal para todos — existe a melhor escolha para cada paciente.


Esse é um ponto importante.

Quando a obstrução urinária evolui, pode ocorrer:

  • piora da função da bexiga
  • retenção urinária
  • maior risco de infecção
  • impacto na qualidade do sono e energia diária.

Em muitos casos, o atraso pode levar à progressão da doença.

Por isso, avaliar o momento certo da cirurgia pode evitar complicações futuras.


Não.

O volume prostático é apenas um dos fatores avaliados. Existem pacientes com próstata de 50 g que precisam operar e pacientes com próstata de 90 g que permanecem estáveis apenas com medicamentos.

A decisão depende da combinação entre:

  • intensidade dos sintomas;
  • qualidade do jato urinário;
  • esvaziamento da bexiga;
  • retenção urinária;
  • infecções;
  • exames;
  • expectativa do paciente.

Quando a próstata aumentada precisa operar?

Quando os medicamentos deixam de controlar os sintomas ou surgem complicações como retenção urinária, infecções repetidas, cálculos na bexiga ou piora importante da qualidade de vida.


Quem tem próstata grande precisa operar?

Não. Muitos pacientes convivem anos apenas com medicamentos. A cirurgia depende principalmente dos sintomas e da obstrução urinária.


Qual o sinal de que o remédio não está mais funcionando?

Fluxo urinário piorando, necessidade de levantar várias vezes à noite, dificuldade para iniciar a micção, sensação de esvaziamento incompleto ou retenção urinária.


Esperar para operar pode fazer mal?

Pode. Em alguns casos a obstrução prolongada pode prejudicar a bexiga e aumentar o risco de retenção urinária e infecções.


Qual cirurgia costuma ser indicada atualmente?

Existem diversas opções, incluindo HoLEP, Rezum, RTU e prostatectomia simples robótica. A melhor escolha depende das características individuais de cada paciente.


Nem todo paciente com próstata aumentada precisa operar, mas quando os medicamentos deixam de controlar os sintomas, uma avaliação especializada pode evitar complicações e melhorar significativamente a qualidade de vida.

Durante a consulta são avaliados o tamanho da próstata, os exames, o impacto dos sintomas e as opções mais modernas de tratamento, como HoLEP, Rezum e outras técnicas minimamente invasivas.

Agende sua avaliação e descubra qual é o momento ideal para tratar sua próstata de forma segura e individualizada.