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Dr. Yoann Pérès

Quais são os remédios para próstata aumentada e como funcionam?

Os medicamentos estão entre as principais opções para controlar os sintomas da próstata aumentada, também chamada de hiperplasia prostática benigna (HPB). Dependendo do caso, eles podem facilitar a passagem da urina, reduzir gradualmente o volume da próstata ou atuar em sintomas urinários associados.

Entretanto, nem todo remédio funciona da mesma forma. A escolha depende da intensidade dos sintomas, do tamanho da próstata, dos exames, de outras condições de saúde e dos possíveis efeitos adversos.

Entre os medicamentos que podem ser utilizados estão os alfabloqueadores, como tansulosina, doxazosina, alfuzosina e silodosina; os inibidores da 5-alfa-redutase, como finasterida e dutasterida; e, em situações selecionadas, a tadalafila. Algumas pessoas também podem receber uma combinação de medicamentos.

Neste artigo, você vai entender como essas opções funcionam, quanto tempo podem levar para apresentar resultado e quais sinais indicam a necessidade de reavaliar o tratamento.

Importante: a escolha, a troca e a interrupção do medicamento devem ser orientadas pelo médico. Não altere a dose nem combine remédios por conta própria.


Os medicamentos para próstata aumentada não atuam todos da mesma maneira. Alguns relaxam a musculatura da próstata e do colo da bexiga, facilitando a passagem da urina. Outros agem sobre o crescimento prostático e podem reduzir gradualmente o volume da glândula.

O tratamento pode ter objetivos como:

  • melhorar a força do jato urinário;
  • diminuir a dificuldade para começar a urinar;
  • reduzir a sensação de esvaziamento incompleto;
  • diminuir a frequência e a urgência urinária;
  • reduzir o número de vezes que o paciente acorda à noite;
  • diminuir o risco de progressão em pacientes selecionados.

A melhora dos sintomas e o tempo necessário para percebê-la dependem do tipo de medicamento. Por isso, é importante compreender as diferenças entre as principais opções.


Alfabloqueadores: medicamentos que facilitam a passagem da urina

Os alfabloqueadores relaxam a musculatura presente na próstata e na região de saída da bexiga. Com menor resistência à passagem da urina, muitos pacientes percebem melhora do jato e redução do esforço para urinar.

Entre os medicamentos dessa classe estão tansulosina, doxazosina, alfuzosina e silodosina. Embora tenham mecanismos semelhantes, eles apresentam diferenças de dose, perfil de efeitos adversos e interação com outros medicamentos.

A melhora pode aparecer nos primeiros dias ou ao longo das primeiras semanas. Entretanto, os alfabloqueadores não reduzem de forma significativa o tamanho da próstata.

Possíveis efeitos adversos incluem:

  • tontura ou queda da pressão;
  • fraqueza;
  • congestão nasal;
  • alterações na ejaculação.

A escolha deve considerar a pressão arterial, os outros medicamentos utilizados e as prioridades de cada paciente.


Finasterida e dutasterida pertencem à classe dos inibidores da 5-alfa-redutase. Esses medicamentos reduzem a ação hormonal relacionada ao crescimento da próstata e, com o tempo, podem diminuir o volume da glândula.

Costumam ser considerados principalmente quando a avaliação indica uma próstata aumentada e maior risco de progressão. O efeito é gradual e pode levar alguns meses para ser percebido, portanto não oferecem o mesmo alívio rápido dos alfabloqueadores.

Em pacientes adequadamente selecionados, podem ajudar a reduzir o risco de retenção urinária e a necessidade futura de cirurgia. Entre os possíveis efeitos adversos estão redução da libido, alterações na ejaculação e dificuldade de ereção em uma parcela dos pacientes.

Esses medicamentos também podem reduzir o valor do PSA. Por isso, o médico deve considerar seu uso ao interpretar o exame durante o acompanhamento.


Em alguns pacientes, o urologista pode combinar um alfabloqueador com finasterida ou dutasterida. Essa estratégia reúne dois efeitos: melhora mais rápida da passagem da urina e atuação gradual sobre o volume da próstata.

A combinação pode ser considerada principalmente quando os sintomas são relevantes e a avaliação indica aumento prostático com maior risco de progressão. Entretanto, o uso de dois medicamentos também pode aumentar a possibilidade de efeitos adversos.

A indicação depende dos sintomas, do tamanho da próstata, dos exames e das condições de saúde de cada paciente.


A tadalafila, conhecida também pelo uso no tratamento da disfunção erétil, pode ser indicada diariamente para alguns homens com sintomas urinários relacionados à próstata aumentada.

Ela pode ajudar a reduzir sintomas como dificuldade para urinar, frequência urinária e sensação de esvaziamento incompleto. Pode ser especialmente considerada quando o paciente apresenta, ao mesmo tempo, sintomas urinários e dificuldade de ereção.

A tadalafila não reduz diretamente o tamanho da próstata e não é adequada para todos. Pode interagir com outros medicamentos e não deve ser utilizada com nitratos. Sua indicação exige avaliação médica individualizada.


A percepção de que o remédio “parou de funcionar” geralmente acontece quando os sintomas voltam, pioram ou continuam incomodando apesar do uso correto da medicação.

Alguns sinais que indicam necessidade de reavaliação são:

  • jato urinário progressivamente mais fraco;
  • dificuldade ou esforço para começar a urinar;
  • sensação de que a bexiga não esvaziou completamente;
  • aumento da frequência ou da urgência urinária;
  • necessidade de acordar várias vezes à noite;
  • escapes de urina;
  • infecções urinárias recorrentes;
  • episódios de retenção urinária.

Entretanto, esses sintomas não comprovam, sozinhos, que o medicamento perdeu o efeito. Infecção urinária, uso irregular da medicação, interação com outros remédios, alterações da bexiga e outras condições também podem causar piora urinária.

Por isso, o paciente não deve aumentar a dose, trocar ou interromper o remédio por conta própria. A reavaliação pode incluir análise dos sintomas, exame físico, exame de urina, medida do fluxo urinário, avaliação do resíduo de urina na bexiga e outros exames conforme o caso.

A incapacidade repentina de urinar, especialmente quando acompanhada de dor ou distensão na parte inferior do abdômen, requer atendimento médico imediato.


Quando os sintomas continuam apesar do tratamento medicamentoso, o primeiro passo é reavaliar o diagnóstico e verificar se a medicação está sendo utilizada corretamente.

Dependendo do resultado dessa avaliação, alguns caminhos podem ser considerados:

  1. Ajustar o tratamento clínico: modificar a dose, trocar o medicamento ou combinar classes diferentes, quando houver indicação.
  2. Investigar outras causas: infecção urinária, alterações da bexiga, produção excessiva de urina à noite e outras condições podem contribuir para os sintomas.
  3. Considerar um procedimento minimamente invasivo: pode ser uma alternativa para pacientes selecionados que continuam sintomáticos.
  4. Avaliar um tratamento cirúrgico: pode ser indicado quando existe obstrução importante, complicações ou resposta insuficiente às alternativas anteriores.

A decisão depende da intensidade dos sintomas, do tamanho e da anatomia da próstata, da quantidade de urina que permanece na bexiga, dos exames e das prioridades do paciente.


O Rezūm é um procedimento minimamente invasivo que utiliza vapor de água para tratar áreas do tecido prostático responsáveis pela obstrução da passagem da urina. Nas semanas seguintes, o organismo absorve gradualmente o tecido tratado.

Pode ser considerado em pacientes selecionados que:

  • continuam com sintomas apesar do tratamento clínico;
  • apresentam anatomia prostática compatível com o procedimento;
  • procuram uma opção menos invasiva;
  • valorizam a possibilidade de preservação da função ejaculatória;
  • compreendem que o resultado não é imediato.

A melhora costuma ocorrer gradualmente. Durante a recuperação, pode haver necessidade temporária de sonda, além de ardência, aumento da frequência urinária ou desconforto.

O Rezūm não é a melhor opção para todos os pacientes. A indicação depende do tamanho e da anatomia da próstata, da intensidade da obstrução, da presença de retenção urinária e das expectativas em relação à recuperação e à durabilidade do resultado.

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Procedimento para tratamento da próstata realizado por via endoscópica, após avaliação individualizada.

A cirurgia pode ser considerada quando os sintomas permanecem importantes apesar do tratamento clínico ou quando a obstrução provoca complicações.

A avaliação cirúrgica pode ser especialmente importante quando existe:

  • retenção urinária recorrente ou dependência de sonda;
  • infecções urinárias recorrentes relacionadas à obstrução;
  • cálculos na bexiga;
  • sangramento urinário atribuído à próstata aumentada;
  • grande quantidade de urina permanecendo na bexiga;
  • alteração do funcionamento da bexiga ou dos rins;
  • impacto significativo dos sintomas na qualidade de vida.

Uma das opções atuais é o HoLEP, cirurgia endoscópica realizada pela uretra, sem cortes externos. A técnica utiliza laser para remover a parte interna da próstata que está bloqueando a passagem da urina.

O HoLEP pode ser utilizado inclusive em próstatas volumosas e costuma proporcionar desobstrução importante e resultado duradouro. Entretanto, exige anestesia e avaliação dos possíveis riscos e efeitos, incluindo a possibilidade frequente de alteração da ejaculação.

A indicação de cirurgia não depende apenas do tamanho da próstata. Sintomas, anatomia, exames, presença de complicações e preferências do paciente também fazem parte da decisão.

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Nem todo paciente com próstata aumentada precisa de um procedimento imediato. Quando os sintomas são leves, não existem complicações e o acompanhamento está adequado, pode ser possível manter o tratamento clínico e observar a evolução.

Por outro lado, adiar a reavaliação quando os sintomas estão piorando pode permitir a progressão da obstrução urinária. Dependendo do caso, podem ocorrer:

  • retenção urinária;
  • infecções urinárias recorrentes;
  • formação de cálculos na bexiga;
  • piora do funcionamento da bexiga;
  • dilatação do trato urinário e comprometimento dos rins.

Não existe um prazo único para decidir. O momento adequado depende dos sintomas, dos exames, da resposta ao tratamento e da presença de complicações.

Quem não consegue urinar, apresenta febre associada a sintomas urinários, sangue persistente na urina ou dor intensa deve procurar atendimento médico com urgência.


Pacientes de Itajaí, Balneário Camboriú e região que continuam com sintomas mesmo usando medicação podem realizar uma avaliação urológica para investigar a causa e comparar as opções de tratamento.

A consulta pode incluir revisão dos medicamentos, análise dos sintomas, avaliação do tamanho e da anatomia da próstata, medida do esvaziamento da bexiga e solicitação de exames conforme a necessidade.

O Dr. Yoann Pierre Pérès atua no acompanhamento da próstata aumentada e na avaliação de tratamentos clínicos, procedimentos minimamente invasivos e técnicas cirúrgicas como o HoLEP. A indicação é individualizada, considerando os benefícios, limitações e possíveis efeitos de cada alternativa.

Conheça as opções de tratamento para próstata aumentada.


Qual é o melhor remédio para próstata aumentada?

Não existe um único medicamento que seja o melhor para todos. A escolha depende dos sintomas, do tamanho da próstata, do risco de progressão, da pressão arterial, da função sexual, dos outros medicamentos utilizados e das condições de saúde do paciente.

Quanto tempo o remédio para próstata leva para fazer efeito?

Os alfabloqueadores podem começar a aliviar os sintomas nos primeiros dias ou ao longo das primeiras semanas. Finasterida e dutasterida têm ação gradual e podem levar alguns meses para produzir resultados perceptíveis.

O remédio para próstata precisa ser usado para sempre?

Depende do medicamento e da evolução do paciente. Algumas pessoas mantêm o tratamento por períodos prolongados; outras precisam de ajustes ou passam a considerar um procedimento. O remédio não deve ser interrompido sem orientação médica.

O remédio pode diminuir o tamanho da próstata?

Finasterida e dutasterida podem reduzir gradualmente o volume prostático em pacientes adequadamente selecionados. Alfabloqueadores, como a tansulosina, melhoram a passagem da urina, mas não diminuem de forma significativa o tamanho da próstata.

Remédio para próstata pode causar efeitos sexuais?

Alguns medicamentos podem provocar redução da libido, dificuldade de ereção ou alterações na ejaculação. O risco e o tipo de efeito variam conforme a classe utilizada. Esses sintomas devem ser discutidos com o médico antes de qualquer mudança no tratamento.

Quando o remédio para próstata deve ser reavaliado?

O tratamento deve ser reavaliado quando os sintomas não melhoram, voltam ou pioram; quando surgem efeitos adversos; ou quando aparecem retenção urinária, infecções recorrentes, sangramento ou outras complicações.

Se o remédio não funcionar, é necessário operar?

Não necessariamente. Pode ser possível ajustar a medicação, investigar outra causa ou considerar um procedimento minimamente invasivo. Em outros casos, a cirurgia oferece uma desobstrução mais adequada e duradoura. A escolha depende da avaliação individual.


Existem diferentes tipos de medicamentos para próstata aumentada, e cada classe atua de uma maneira. Enquanto alguns oferecem alívio mais rápido dos sintomas, outros agem gradualmente sobre o volume da próstata.

O tratamento precisa ser acompanhado. Se os sintomas continuam, retornam ou pioram, isso não significa automaticamente que o paciente precise operar, mas indica a necessidade de uma nova avaliação.

Não aumente a dose, não combine medicamentos e não interrompa o tratamento por conta própria. Uma avaliação urológica pode identificar se o melhor caminho é ajustar a medicação, investigar outra causa ou considerar um procedimento.

Quando os sintomas continuam apesar dos medicamentos, uma avaliação individualizada ajuda a entender se é melhor ajustar o tratamento ou considerar procedimentos como Rezūm, HoLEP ou RTU da próstata. Para tomar essa decisão, veja o que avaliar ao escolher um urologista em Itajaí ou um urologista em Balneário Camboriú.

Leia também: Remédio para próstata parou de funcionar — quando é hora de mudar o tratamento?

Dr. Yoann Pierre

Urologista

CRM-SC 16488 | RQE 13777

Especialista em Cirurgia Robótica e Cirurgia Minimamente Invasiva.

Formado em Medicina, especializou-se em Urologia com foco em Cirurgia Robótica, HOLEP e Rezum, técnicas minimamente invasivas e de alta tecnologia para o tratamento de doenças da próstata. Atua na Urocenter, em Itajaí e Balneário Camboriú, oferecendo um atendimento pautado em humanismo, honestidade e atualização constante. É um dos poucos especialistas da região a realizar esses procedimentos de ponta, proporcionando aos pacientes um cuidado moderno, preciso e diferenciado.

Dr. Yoann Pierre

Urologista

Especialista em Cirurgia Robótica e Cirurgia Minimamente Invasiva.

Formado em Medicina, especializou-se em Urologia com foco em Cirurgia Robótica, HOLEP e Rezum, técnicas minimamente invasivas e de alta tecnologia para o tratamento de doenças da próstata. Atua na Urocenter, em Itajaí e Balneário Camboriú, oferecendo um atendimento pautado em humanismo, honestidade e atualização constante. É um dos poucos especialistas da região a realizar esses procedimentos de ponta, proporcionando aos pacientes um cuidado moderno, preciso e diferenciado.